1º Estudos Gerais – História – Atividade 002
Assunto: Origem do ser humano.
Atenção: a resposta deverá ser acompanhada de justificativa.
Questão 01: O assunto na aula de Biologia era a evolução do Homem. Foi apresentada aos alunos uma árvore filogenética, igual à mostrada na ilustração, que relacionava primatas atuais e seus ancestrais.
Após observar o material fornecido pelo professor, os alunos emitiram várias opiniões, a saber:
I- os macacos antropóides (orangotango, gorila e chimpanzé e gibão) surgiram na Terra mais ou menos contemporaneamente ao Homem.
II- alguns homens primitivos, hoje extintos, descendem dos macacos antropóides.
III- na história evolutiva, os homens e os macacos antropóides tiveram um ancestral comum.
IV- não existe relação de parentesco genético entre macacos antropóides e homens.
Analisando a árvore filogenética, você pode concluir que:
(A) todas as afirmativas estão corretas.
(B) apenas as afirmativas I e III estão corretas.
(C) apenas as afirmativas II e IV estão corretas.
(D) apenas a afirmativa II está correta.
(E) apenas a afirmativa IV está correta.
Questão 02: Se compararmos a idade do planeta Terra, avaliada em quatro e meio bilhões de anos (4,5 x 1000000000 anos), com a de uma pessoa de 45 anos, então, quando começaram a florescer os primeiros vegetais, a Terra já teria 42 anos. Ela só conviveu com o homem moderno nas últimas quatro horas e, há cerca de uma hora, viu-o começar a plantar e a colher. Há menos de um minuto percebeu o ruído de máquinas e de indústrias e, como denuncia uma ONG de defesa do meio ambiente, foi nesses últimos sessenta segundos que se produziu todo o lixo do planeta!
O texto acima, ao estabelecer um paralelo entre a idade da Terra e a de uma pessoa, pretende mostrar que
(A) a agricultura surgiu logo em seguida aos vegetais, perturbando desde então seu desenvolvimento.
(B) o ser humano só se tornou moderno ao dominar a agricultura e a indústria, em suma, ao poluir.
(C) desde o surgimento da Terra, são devidas ao ser humano todas as transformações e perturbações.
(D) o surgimento do ser humano e da poluição é cerca de dez vezes mais recente que o do nosso planeta.
(E) a industrialização tem sido um processo vertiginoso, sem precedentes em termos de dano ambiental.
Questão 03: O texto permite concluir que a agricultura começou a ser praticada há cerca de
(A) 365 anos.
(B) 460 anos.
(C) 900 anos.
(D) 10 000 anos.
(E) 460 000 anos.
domingo, 13 de março de 2011
Novo Telecurso - Ensino Médio - História - Aula 02 (2 de 2)
1º Estudos Gerais - História - Atividade 001
VÍDEO 001 (parte 2)
Assista e comente!!!!!
VÍDEO 001 (parte 2)
Assista e comente!!!!!
Novo Telecurso - Ensino Médio - História - Aula 02 (1 de 2)
1º Estudos Gerais - História - Origem do ser humano
Atividade: 001
Atenção: é apenas para assistir. O comentário deverá ser postado na
segunda parte do vídeo (Vídeo 001-parte 2).
Atividade: 001
Atenção: é apenas para assistir. O comentário deverá ser postado na
segunda parte do vídeo (Vídeo 001-parte 2).
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Atividade de Geografia 2º Estudos Gerais
Quais as mudanças ocorridas na organização da produção com o surgimento da manufatura e da maquinofatura?
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Atividade de Filosofia 3º Estudos Gerais
Comente a Frase:
"...a única coisa de que precisamos para nos tornarmos bons filósofos é a capacidade de nos admirarmos com as coisas..."
Retirado de: GAARDER, Jostein. O Mundo de Sofia: romance da história da filosofia. Tradução de
João Azenha Jr. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.14.
"...a única coisa de que precisamos para nos tornarmos bons filósofos é a capacidade de nos admirarmos com as coisas..."
Retirado de: GAARDER, Jostein. O Mundo de Sofia: romance da história da filosofia. Tradução de
João Azenha Jr. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.14.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Mar Português
"Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Fernando Pessoa
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu"
quinta-feira, 4 de março de 2010
Terremotos no Brasil
Terremotos no Brasil!!!!!!!
Terremotos são comumente conhecidos como tremores de terra ou abalos sísmicos. Eles têm sua origem no tectonísmo, quando do movimento das placas tectônicas e no vulcanismo, quando são provocados pelas erupções vulcânicas.
Prever a ocorrência dos terremotos é quase impossível, no entanto, o monitoramento destas ocorrências é bastante possível, pois existem lugares que são propícios a indicdência de abalos, nesse caso, a possibilidade maior são nas bordas das placas tectônicas ou regiões onde elas se encontram.
Os terremotos podem ser medidos, o método de avaliação desse fenômeno foi eleaborado em 1935 pelos sismólogos norte-americanos Charles Francis Richter e Beno Gutenberg. O Nome de Richter é utilizado para designar a escla até hoje. os abalos são medidos em uma escala de 0 a 9, que corresponde à quantidade de energia liberada.
Anualmente são registrados aproximadamente 300 mil terremotos com escalas que variam em uma média de 2 e 2,9 graus na escla Richter. Desse número alguns acontecem em território brasileiro.
Recentemente o Brasil presenciou vários abalos sísmicos, o primeiro ocorreu em 2007 em um vilarejo localizado no norte do Estado de Minas Gerais, esse evento gerou a primeira vítima falta decorrente de terremotos na história do Brasil.
O segundo evento corresponde a três ocorrencias em 2008 no norte do Ceará, registrando 3,9 graus na escla Richter. os moradores dos municípios atingidos ficaram apavarados e passaram a noite acordados na rua.
Em São Paulo no dia 22 de abril de 2009, um tremos de 5,2 deixou grande parte da população em pânico.
Não podemos deixar de falr de Caruaru, onde constantemente a terra treme. Só em agosto de 2007 foram registrados 1.218 vezes; 102 só no dia 19 de agosto. Em setembro do mesmo ano a frequência caiu para uma méida de dois abalos por dia.
Segundo Joaquim Mendes, coordenador do Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o Nordeste é uma das regiões sujeitas a terremotos no Brasil, com magnitude média de 3,5 graus na chamada Escala Richter. Os terremotos que fazem mais estragos geralmente ultrapassam 6 graus nessa escala. Os tremores de Caruaru ocorrem porque a cidade fica localizada bem no meio de uma falha geológica, um foco vulnerável à atividade sísmica, denominado zona de cisalhamento Pernambuco-Leste. Essa flaha começa no Recife e entra pelo sertão, até Arcoverde, numa extensão de 254 quilômetros. Caruaru está no meio do caminho. Diante desses fatos e de outros ocorridos em anos passados fica evidente que o território brasileiro não está totalmente livre da ocorrência de abalos sísmicos, nesse sentido exite uma possibilidade real da incidência de terremotos demaiores proporções em uma das inúmeras cidades do Brasil, a escla mais elevada registrada no Brasil ocorreu em 1955, no Estado de Mato Grosso com 6,6 na Escala Richter.
Toda polêmica acerca da "imunidade" do Brasil em relação à ocorrência de terremotos foi derrubada pelo professor Allaoua Saadi do Departamento de Geografia do Instituto Geociência, onde foram encontradas 48 falhas geológicas em toda a extenção do território brasileiro.
São nessa falhas que se desenvolvem os terremotos, por meio do movimento das placas tectônicas. As falhas se formaram há milhões de anos em um longo processo geológico. As placas atuais são resultado da junção de placas, uma sobreposta a outra, e muitas vezes a acomodação não realiza um perfeito encaixe, com isso há a formação de trincas, lacunas, rachaduras e falhas, e quando há ruptura resulta em terremotos.
Diante dessa pesquisa, Saadi afirmou que a concentração maior das falhas está presente no Nordeste e Sudeste. Apesar das novidades oriundas desse estudo, ainda se tem informações superficiais, uma vez que foram identificadas somente as grandes falhas e existem ainda inúmeras outras pequenas fissuras.
Para a consolidação desse trabalho, Saadi utilizou vários recursos, dentre os principais estão: análise de mapas topográficose geológicos, imagens de satélites e radas, além de livros e pesquisas sobre o assunto.
O pesquisador em questão relatou que existe a possibilidade de acontecer terremotos, porém com menor frequência e intensidade em relação a outros lugares do globo.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Antiglobalização
Apesar das contradições há um certo consenso a respeito das características da globalização que envolve o aumento dos riscos globais de transações financeiras, perda de parte da soberania dos Estados com a ênfase das organizações supra-governamentais, aumento do volume e velocidade como os recursos vêm sendo transacionados pelo mundo, através do desenvolvimento tecnológico etc.
Além das discussões que envolvem a definição do conceito, há controvérsias em relação aos resultados da globalização. Tanto podemos encontrar pessoas que se posicionam a favor como contra (movimentos antiglobalização).
A globalização é um fenômeno moderno que surgiu com a evolução dos novos meios de comunicação cada vez mais rápidos e mais eficazes. Há, no entanto, aspectos tanto positivos quanto negativos na globalização. No que concerne aos aspectos negativos há a referir a facilidade com que tudo circula não havendo grande controle como se pode facilmente depreender pelos atentados de 11 de Setembro nos Estados Unidos da América. Esta globalização serve para os mais fracos se equipararem aos mais fortes pois tudo se consegue adquirir através desta grande autoestrada informacional do mundo que é a Internet. Outro dos aspectos negativos é a grande instabilidade econômica que se cria no mundo, pois qualquer fenômeno que acontece num determinado país atinge rapidamente outros países criando-se contágios que tal como as epidemias se alastram a todos os pontos do globo como se de um único ponto se tratasse. Os países cada vez estão mais dependentes uns dos outros e já não há possibilidade de se isolarem ou remeterem-se no seu ninho pois ninguém é imune a estes contágios positivos ou negativos. Como aspectos positivos, temos sem sombra de dúvida, a facilidade com que as inovações se propagam entre países e continentes, o acesso fácil e rápido à informação e aos bens. Com a ressalva de que para as classes menos favorecidas economicamente, especialmente nos países em desenvolvimento [19], esse acesso não é "fácil" (porque seu custo é elevado) e não será rápido.
Além das discussões que envolvem a definição do conceito, há controvérsias em relação aos resultados da globalização. Tanto podemos encontrar pessoas que se posicionam a favor como contra (movimentos antiglobalização).
A globalização é um fenômeno moderno que surgiu com a evolução dos novos meios de comunicação cada vez mais rápidos e mais eficazes. Há, no entanto, aspectos tanto positivos quanto negativos na globalização. No que concerne aos aspectos negativos há a referir a facilidade com que tudo circula não havendo grande controle como se pode facilmente depreender pelos atentados de 11 de Setembro nos Estados Unidos da América. Esta globalização serve para os mais fracos se equipararem aos mais fortes pois tudo se consegue adquirir através desta grande autoestrada informacional do mundo que é a Internet. Outro dos aspectos negativos é a grande instabilidade econômica que se cria no mundo, pois qualquer fenômeno que acontece num determinado país atinge rapidamente outros países criando-se contágios que tal como as epidemias se alastram a todos os pontos do globo como se de um único ponto se tratasse. Os países cada vez estão mais dependentes uns dos outros e já não há possibilidade de se isolarem ou remeterem-se no seu ninho pois ninguém é imune a estes contágios positivos ou negativos. Como aspectos positivos, temos sem sombra de dúvida, a facilidade com que as inovações se propagam entre países e continentes, o acesso fácil e rápido à informação e aos bens. Com a ressalva de que para as classes menos favorecidas economicamente, especialmente nos países em desenvolvimento [19], esse acesso não é "fácil" (porque seu custo é elevado) e não será rápido.
quinta-feira, 5 de março de 2009
O estopim da Primeira Guerra Mundial

A Bósnia e a Herzegovina tinham sido ocupadas pelo Império Austro-Húngaro em 1878 e anexadas em 1908. Muitos bósnios, particularmente os sérvios, não aceitavam a a ocupação, preferindo a unificação com a Sérvia.
No final de junho de 1914 Francisco Fernando visitou a Bósnia para observar seu exército e para fundar um museu em Sarajevo. Normalmente em ocasiões oficiais ele não levava sua esposa Sofia, com quem tinha contraído casamento morganático, já que ela vinha de uma família de posição inferior na corte. Só que em 1 de julho o casal estaria comemorando seu aniversário de casamento, o que permitiu a Sofia a viagem com o marido.
O dia do assassinato, 28 de junho, é no Calendário juliano o dia 15 de julho, dia do Vidovdan, que na Sérvia se comemora a derrota sérvia perante os Otomanos em 1389. Tal dia era comemorado com cerimônias patrióticas.
A Jovem Bósnia, grupo de jovens bósnios anarquistas, estava equipada com pistolas FN Herstal, modelo 1910 e bombas fornecidas pela Mão Negra, uma sociedade secreta nacionalista sérvia que tinha entre seus membros oficiais do exército sérvio, notavelmente o coronel em Viena avisando ao Império Austro-Húngaro que a visita do Arquiduque ao disputado território da Bósnia poderia ser perigoso, principalmente pelas reações despertadas pela Guerras balcânicas (1912-1913). Tal aviso, contudo, foi ignorado. foi morto.
Os sete conspiradores eram inexperientes com armas, e só por uma seqüência extraordinária dos fatos é que foram bem sucedidos. Por voltas das 10 horas Francisco Fernando, junto com sua esposa e comitiva, saíram do acampamento militar de Philipovic, onde o Arquiduque tinha passado revista na tropa. A comitiva era composta por sete carros:
As 10 horas e 15 minutos, a parada passou pelo primeiro membro do grupo, Mehmed Mehmedbašić, que tinha se colocado numa janela para atirar. O tiro não fora disparado porque, de acordo com Mehmed Mehmedbašić, ele não tinha uma visão clara da comitiva, o que o fez não disparar e alertar as autoridades. O segundo membro, Nedeljko Čabrinović, jogou uma bomba no carro onde estava Francisco Fernando, mas errou o alvo. A explosão destruiu o carro seguinte, ferindo diversos passageiros, policiais e a multidão. Čabrinović então engoliu sua pílula de cianeto e pulou no raso rio Miljacka. Ele, contudo, foi retirado vivo de lá, e linchado pela multidão até ser levado pela polícia em custódia. Sua pílula de cianeto era talvez muito antiga ou sua dosagem muito pequena. O rio também só tinha 10 centímetros de profundidade e Čabrinović não conseguiu se afogar. Os outros conspiradores fugiram, provavelmente assumindo que Francisco Fernando tivesse sido morto.
Ao chegar na prefeitura para uma recepção oficial, Francisco Fernando mostrou claros sinais de irritação e estresse, interrompendo um discurso de boas vindas do prefeito Curcic para protestar "nós viemos aqui e as pessoas nos lançam bombas". Acalmado, o resto da recepção passou de forma tensa, mas sem incidentes. Oficiais e membros da comitiva então discutiram sobre como evitar novas tentativas de atentados, sem chegar a uma conclusão coerente. Uma sugestão de que as tropas que estavam no lado de fora da cidade fossem mandadas para as ruas foi rejeitada pelo fato de não estarem com os uniformes adequados.
Após a recepção, Francisco Fernando decidiu ir ao hospital para visitar as vítimas da explosão. Gavrilo Princip tinha ido a uma loja de alimentos, e viu o carro de Francisco Fernando voltando após pegar o caminho errado. O motorista, Leopold Loyka, não tinha sido avisado da mudança de plano e tinha pego um caminho que levaria a saída da cidade. Princip então atirou com uma pistola semi-automática FN Herstal modelo 1910 de calibre 7.65×17 mm (.32 ACP, número de serial 19074). A primeira bala perfurou o veículo e acertou Sofia no abdômen, e a segunda o pescoço de Francisco Fernando. Princip mais tarde afirmaria que sua intenção era matar o Governador Geral Oskar Potiorek e não Sofia.
Princip tentou o suicídio, primeiro com o cianeto e depois com sua arma, mas vomitou a pílula e sua arma foi-lhe tirada das mãos antes que pudesse atirar.
Durante a interrogatório, Princip, Čabrinović e os outros membros do grupo permaneceram em silêncio enquanto Danilo Ilić contava os detalhes da conspiração, incluindo o fato de que as armas tinham vindo do estoque militar sérvio.
O assassinato do herdeiro do Império Austro-Húngaro produziu um grande choque na Europa, e inicialmente houve muita simpatia pela perda austríaca. O governo em Viena viu os acontecimentos como uma forma de ameaça definitiva a Sérvia, e após garantir o apoio alemão, acusou a mesma pelo assassinato e a obrigou a uma série de demandas, conhecidas como o Ultimato de Julho. O Império Austro-Húngaro insistiu que a Sérvia deveria aceitar todas as condições propostas, algumas das quais feriam a soberania da mesma. A Sérvia aceitou todas as propostas, com exceção da que permitia que agentes austríacos tivessem o poder de fazer inquéritos em solo sérvio. Por essa recusa, o Império Austro-Húngaro declarou guerra à Sérvia em 28 de julho de 1914. O sistema da época de alianças e tratados militares forçaram então as grandes potências a entrarem na guerra até se formar a Primeira Guerra Mundial.
Oito conspiradores foram declarados culpados.Os menores de idade foram sentenciados à prisão. Nedjelko Cabrinovic, Gavrilo Princip e Trifko Grabez pegaram pena máxima de 20 anos, enquanto Vaso Cubrilovic pegou 16 anos e Cvijetko Popovic 13 anos. Danilo Ilic, Veljko Cubrilovic e Misko Jovanovic foram executados em 3 de fevereiro de 1915.
O assassinato é apontado como o ponto de partida de diversos significativos eventos do século XX. O Tratado de Versalhes no final da Primeira Guerra Mundial normalmente é dito como o responsável pela ascensão de Hitler e da Segunda Guerra Mundial. Ele também teria ajudado no sucesso da Revolução Russa, que levaria à Guerra Fria.
Contudo, mesmo que o assassinato tivesse falhado é provável que a guerra ainda assim ocorresse por algum outro acontecimento. As alianças da época e a existência de complexos planos de mobilização militar faziam com que fosse muito improvável a não eclosão do conflito em escala global.
No final de junho de 1914 Francisco Fernando visitou a Bósnia para observar seu exército e para fundar um museu em Sarajevo. Normalmente em ocasiões oficiais ele não levava sua esposa Sofia, com quem tinha contraído casamento morganático, já que ela vinha de uma família de posição inferior na corte. Só que em 1 de julho o casal estaria comemorando seu aniversário de casamento, o que permitiu a Sofia a viagem com o marido.
O dia do assassinato, 28 de junho, é no Calendário juliano o dia 15 de julho, dia do Vidovdan, que na Sérvia se comemora a derrota sérvia perante os Otomanos em 1389. Tal dia era comemorado com cerimônias patrióticas.
A Jovem Bósnia, grupo de jovens bósnios anarquistas, estava equipada com pistolas FN Herstal, modelo 1910 e bombas fornecidas pela Mão Negra, uma sociedade secreta nacionalista sérvia que tinha entre seus membros oficiais do exército sérvio, notavelmente o coronel em Viena avisando ao Império Austro-Húngaro que a visita do Arquiduque ao disputado território da Bósnia poderia ser perigoso, principalmente pelas reações despertadas pela Guerras balcânicas (1912-1913). Tal aviso, contudo, foi ignorado. foi morto.
Os sete conspiradores eram inexperientes com armas, e só por uma seqüência extraordinária dos fatos é que foram bem sucedidos. Por voltas das 10 horas Francisco Fernando, junto com sua esposa e comitiva, saíram do acampamento militar de Philipovic, onde o Arquiduque tinha passado revista na tropa. A comitiva era composta por sete carros:
As 10 horas e 15 minutos, a parada passou pelo primeiro membro do grupo, Mehmed Mehmedbašić, que tinha se colocado numa janela para atirar. O tiro não fora disparado porque, de acordo com Mehmed Mehmedbašić, ele não tinha uma visão clara da comitiva, o que o fez não disparar e alertar as autoridades. O segundo membro, Nedeljko Čabrinović, jogou uma bomba no carro onde estava Francisco Fernando, mas errou o alvo. A explosão destruiu o carro seguinte, ferindo diversos passageiros, policiais e a multidão. Čabrinović então engoliu sua pílula de cianeto e pulou no raso rio Miljacka. Ele, contudo, foi retirado vivo de lá, e linchado pela multidão até ser levado pela polícia em custódia. Sua pílula de cianeto era talvez muito antiga ou sua dosagem muito pequena. O rio também só tinha 10 centímetros de profundidade e Čabrinović não conseguiu se afogar. Os outros conspiradores fugiram, provavelmente assumindo que Francisco Fernando tivesse sido morto.
Ao chegar na prefeitura para uma recepção oficial, Francisco Fernando mostrou claros sinais de irritação e estresse, interrompendo um discurso de boas vindas do prefeito Curcic para protestar "nós viemos aqui e as pessoas nos lançam bombas". Acalmado, o resto da recepção passou de forma tensa, mas sem incidentes. Oficiais e membros da comitiva então discutiram sobre como evitar novas tentativas de atentados, sem chegar a uma conclusão coerente. Uma sugestão de que as tropas que estavam no lado de fora da cidade fossem mandadas para as ruas foi rejeitada pelo fato de não estarem com os uniformes adequados.
Após a recepção, Francisco Fernando decidiu ir ao hospital para visitar as vítimas da explosão. Gavrilo Princip tinha ido a uma loja de alimentos, e viu o carro de Francisco Fernando voltando após pegar o caminho errado. O motorista, Leopold Loyka, não tinha sido avisado da mudança de plano e tinha pego um caminho que levaria a saída da cidade. Princip então atirou com uma pistola semi-automática FN Herstal modelo 1910 de calibre 7.65×17 mm (.32 ACP, número de serial 19074). A primeira bala perfurou o veículo e acertou Sofia no abdômen, e a segunda o pescoço de Francisco Fernando. Princip mais tarde afirmaria que sua intenção era matar o Governador Geral Oskar Potiorek e não Sofia.
Princip tentou o suicídio, primeiro com o cianeto e depois com sua arma, mas vomitou a pílula e sua arma foi-lhe tirada das mãos antes que pudesse atirar.
Durante a interrogatório, Princip, Čabrinović e os outros membros do grupo permaneceram em silêncio enquanto Danilo Ilić contava os detalhes da conspiração, incluindo o fato de que as armas tinham vindo do estoque militar sérvio.
O assassinato do herdeiro do Império Austro-Húngaro produziu um grande choque na Europa, e inicialmente houve muita simpatia pela perda austríaca. O governo em Viena viu os acontecimentos como uma forma de ameaça definitiva a Sérvia, e após garantir o apoio alemão, acusou a mesma pelo assassinato e a obrigou a uma série de demandas, conhecidas como o Ultimato de Julho. O Império Austro-Húngaro insistiu que a Sérvia deveria aceitar todas as condições propostas, algumas das quais feriam a soberania da mesma. A Sérvia aceitou todas as propostas, com exceção da que permitia que agentes austríacos tivessem o poder de fazer inquéritos em solo sérvio. Por essa recusa, o Império Austro-Húngaro declarou guerra à Sérvia em 28 de julho de 1914. O sistema da época de alianças e tratados militares forçaram então as grandes potências a entrarem na guerra até se formar a Primeira Guerra Mundial.
Oito conspiradores foram declarados culpados.Os menores de idade foram sentenciados à prisão. Nedjelko Cabrinovic, Gavrilo Princip e Trifko Grabez pegaram pena máxima de 20 anos, enquanto Vaso Cubrilovic pegou 16 anos e Cvijetko Popovic 13 anos. Danilo Ilic, Veljko Cubrilovic e Misko Jovanovic foram executados em 3 de fevereiro de 1915.
O assassinato é apontado como o ponto de partida de diversos significativos eventos do século XX. O Tratado de Versalhes no final da Primeira Guerra Mundial normalmente é dito como o responsável pela ascensão de Hitler e da Segunda Guerra Mundial. Ele também teria ajudado no sucesso da Revolução Russa, que levaria à Guerra Fria.
Contudo, mesmo que o assassinato tivesse falhado é provável que a guerra ainda assim ocorresse por algum outro acontecimento. As alianças da época e a existência de complexos planos de mobilização militar faziam com que fosse muito improvável a não eclosão do conflito em escala global.
segunda-feira, 2 de março de 2009
As invasões Bárbaras e a Igreja
Entre 400 e 1050 de nossa era, os bárbaros empreenderam diversas invasões ao continente europeu, especificamente ao que restou do Império Romano. Foram seis séculos em que se formaram os mais variados povos e civilizações, uma verdadeiro caldeirão da História onde a Igreja começou a desempenhar o papel de guia moral e espiritual desses povos bárbaros que ocuparam a Europa. Nenhuma instituição restou após a queda de Roma, a não ser a Igreja Católica.
Os povos germânicos se convertiam ao Evangelho coletivamente, seguindo o exemplo de seu chefe, como era a norma dos povos antigos. Havia muitos batizados ministrados sem a devida catequese. Por isso, esses cristãos guardaram ainda muitas das suas práticas supersticiosas o que não tornou possível àqueles povos um comportamento regrado como o que era observado nas comunidades atingidas pelo cristianismo primitivo.
Adaptado de: Uma História que não é contada - Prof. Felipe Aquino.
Os povos germânicos se convertiam ao Evangelho coletivamente, seguindo o exemplo de seu chefe, como era a norma dos povos antigos. Havia muitos batizados ministrados sem a devida catequese. Por isso, esses cristãos guardaram ainda muitas das suas práticas supersticiosas o que não tornou possível àqueles povos um comportamento regrado como o que era observado nas comunidades atingidas pelo cristianismo primitivo.
Adaptado de: Uma História que não é contada - Prof. Felipe Aquino.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
A PRODUÇÃO DO ESPAÇO DA DESIGUALDADE
O espaço geográfico é uma produção humana, que o homem o produz e o transforma para atender as suas necessidades. Mas ele não é produzido com o intuito de satisfazer as necessidades de todos os homens.
No inicio, as necessidades humanas significavam se proteger do frio, produzir o próprio alimento, caçar animais com maior eficiência, plantar, colher, etc. Era a passagem da conservação para a produção da existência humana. Posteriormente, a ocupação de territórios ocupados por outras sociedades, que guardavam riquezas, também se tornou uma necessidade, começava a disputa pelo domínio territorial.
Na Grécia Antiga, os cidadãos Eupátridas de Atenas, sentiam a necessidade de controlar o espaço da Acrópole, o centro da cidade. Era o espaço dos templos dos deuses, mas também dos negócios, restrito aos cidadãos atenienses e que não poderia ser transgredido por Thetas (que também eram cidadãos, mas de 2ª categoria) ou Metecos, que eram empurrados para a periferia. A origem dessa segregação espacial, que produz o espaço da exclusão em Atenas, está no próprio processo de construção da cidade-estado, no qual ocorreu a desagregação dos Genos (comunidades gentílicas) e a apropriação das terras mais férteis pelos parentes mais próximos do Pater - os Eupátridas.
Desde o inicio da produção do espaço pelos homens percebe-se que já existiam aqueles que ditavam o ritmo e a forma dessa construção, são os arquitetos do poder que coordenam a obra espacial. Voltando ao caso de Atenas, observa-se que tanto a Acrópole quanto a periferia são produções da elite ateniense, porque habitar os espaços periféricos da cidade-estado não foi uma escolha dos Thetas e Metecos, nem os periécos da Cidade-estado de Esparta escolheram ficar na periferia enquanto os cidadãos espartanos moravam no centro, era sim uma condição imposta por aqueles que controlavam e manipulavam o centro – os cidadãos. Cidadãos esses que dominavam e produziam o espaço da economia, da política e principalmente, da religião.
Esta construção do espaço geográfico na antiguidade guarda muitas semelhanças com a sociedade industrial contemporânea.
Com a Primeira Revolução Industrial, houve a imposição de uma nova dinâmica espacial na Europa e posteriormente no resto do mundo, através do processo de periferização do capitalismo. Essa dinâmica capitalista impunha a construção do espaço da indústria, ditado pelo ritmo de produção e reprodução do capital.
A sociedade industrial aprofundou exacerbadamente as desigualdades espaciais, desenvolvendo acima de tudo, um espaço da contradição
Quando uma sociedade muda sua forma de pensar e agir, essas mudanças refletem diretamente no espaço geográfico, sendo, pois, as estruturas espaciais resultado das relações estabelecidas em sociedade. Dessa forma, as relações sociais instituídas no contexto da sociedade industrial do século XIX, buscavam a consolidação dos interesses burgueses, que se apresentavam de forma contraria aos anseios da parcela da população, desprovida dos meios de produção de riquezas.
Foi assim que o capital provocou um imenso êxodo rural no século XVIII e XIX, com o objetivo de gerar mão-de-obra excedente para o setor industrial. Sabe-se que essa política, contribuiu de forma decisiva para um espaço urbano desigual, pois mesmo a urbanização dos paises desenvolvidos tendo ocorrido de forma mais estruturada que nos “subdesenvolvidos”, não evitou o surgimento de áreas extremamente pobres. O centro das cidades, abrigavam as fábricas e a elite burguesa, restando aos trabalhadores, empregados ou não, os espaços mais transgredidos pela miséria. Assim como em Atenas, a classe político-econômico dominante ditavam o ritmo da produção do espaço industrial, onde as relações econômicas desiguais intensificou ainda mais o espaço da riqueza e da pobreza.
O espaço geográfico mundial atual é uma realidade explicita dessas desigualdades, marcado por pouquíssimos centros hegemônicos de poder que dominam o mundo. O capital internacionalizado criou um cenário politico-econômico de favorecimento das elites, e a cada dia alargam-se as diferenças entre ricos e pobres. No mundo inteiro, a produção da riqueza cresce paralelamente à produção da miséria. Esta realidade é denunciada pela forma de organização do espaço, onde condomínios e edifícios luxuosos em lugares privilegiados, se tornam verdadeiras amenidades e contrastam com a segregação das favelas e das casas de papelão e bancos de praças que abrigam moradores de rua. No campo, empresas agrícolas, que oferecem um modo de vida urbano, contrasta com a realidade da expropriação fundiária e miséria de quem busca sobreviver no meio rural.
O Brasil é um exemplo desse espaço transgredido pela “necessidade” de produção de riqueza que desconhece qualquer compromisso com o outro. As cidades, e não só as grandes, são marcadas pelo contraste centro-periferia,onde a especulação imobiliária priva a camada pobre da sociedade do acesso aos centros urbanos e condomínios residenciais em áreas nobres. Esse contingente da população produz outra realidade espacial urbana – a favela – símbolo da subcondição humana e da ausência da presença do Estado na vida desses que cinicamente chamam de cidadãos brasileiros. Ausência esta, que é preenchida pelo tráfico de drogas, e que para o Estado, significa perda de poder sobre o território.
No inicio, as necessidades humanas significavam se proteger do frio, produzir o próprio alimento, caçar animais com maior eficiência, plantar, colher, etc. Era a passagem da conservação para a produção da existência humana. Posteriormente, a ocupação de territórios ocupados por outras sociedades, que guardavam riquezas, também se tornou uma necessidade, começava a disputa pelo domínio territorial.
Na Grécia Antiga, os cidadãos Eupátridas de Atenas, sentiam a necessidade de controlar o espaço da Acrópole, o centro da cidade. Era o espaço dos templos dos deuses, mas também dos negócios, restrito aos cidadãos atenienses e que não poderia ser transgredido por Thetas (que também eram cidadãos, mas de 2ª categoria) ou Metecos, que eram empurrados para a periferia. A origem dessa segregação espacial, que produz o espaço da exclusão em Atenas, está no próprio processo de construção da cidade-estado, no qual ocorreu a desagregação dos Genos (comunidades gentílicas) e a apropriação das terras mais férteis pelos parentes mais próximos do Pater - os Eupátridas.
Desde o inicio da produção do espaço pelos homens percebe-se que já existiam aqueles que ditavam o ritmo e a forma dessa construção, são os arquitetos do poder que coordenam a obra espacial. Voltando ao caso de Atenas, observa-se que tanto a Acrópole quanto a periferia são produções da elite ateniense, porque habitar os espaços periféricos da cidade-estado não foi uma escolha dos Thetas e Metecos, nem os periécos da Cidade-estado de Esparta escolheram ficar na periferia enquanto os cidadãos espartanos moravam no centro, era sim uma condição imposta por aqueles que controlavam e manipulavam o centro – os cidadãos. Cidadãos esses que dominavam e produziam o espaço da economia, da política e principalmente, da religião.
Esta construção do espaço geográfico na antiguidade guarda muitas semelhanças com a sociedade industrial contemporânea.
Com a Primeira Revolução Industrial, houve a imposição de uma nova dinâmica espacial na Europa e posteriormente no resto do mundo, através do processo de periferização do capitalismo. Essa dinâmica capitalista impunha a construção do espaço da indústria, ditado pelo ritmo de produção e reprodução do capital.
A sociedade industrial aprofundou exacerbadamente as desigualdades espaciais, desenvolvendo acima de tudo, um espaço da contradição
Quando uma sociedade muda sua forma de pensar e agir, essas mudanças refletem diretamente no espaço geográfico, sendo, pois, as estruturas espaciais resultado das relações estabelecidas em sociedade. Dessa forma, as relações sociais instituídas no contexto da sociedade industrial do século XIX, buscavam a consolidação dos interesses burgueses, que se apresentavam de forma contraria aos anseios da parcela da população, desprovida dos meios de produção de riquezas.
Foi assim que o capital provocou um imenso êxodo rural no século XVIII e XIX, com o objetivo de gerar mão-de-obra excedente para o setor industrial. Sabe-se que essa política, contribuiu de forma decisiva para um espaço urbano desigual, pois mesmo a urbanização dos paises desenvolvidos tendo ocorrido de forma mais estruturada que nos “subdesenvolvidos”, não evitou o surgimento de áreas extremamente pobres. O centro das cidades, abrigavam as fábricas e a elite burguesa, restando aos trabalhadores, empregados ou não, os espaços mais transgredidos pela miséria. Assim como em Atenas, a classe político-econômico dominante ditavam o ritmo da produção do espaço industrial, onde as relações econômicas desiguais intensificou ainda mais o espaço da riqueza e da pobreza.
O espaço geográfico mundial atual é uma realidade explicita dessas desigualdades, marcado por pouquíssimos centros hegemônicos de poder que dominam o mundo. O capital internacionalizado criou um cenário politico-econômico de favorecimento das elites, e a cada dia alargam-se as diferenças entre ricos e pobres. No mundo inteiro, a produção da riqueza cresce paralelamente à produção da miséria. Esta realidade é denunciada pela forma de organização do espaço, onde condomínios e edifícios luxuosos em lugares privilegiados, se tornam verdadeiras amenidades e contrastam com a segregação das favelas e das casas de papelão e bancos de praças que abrigam moradores de rua. No campo, empresas agrícolas, que oferecem um modo de vida urbano, contrasta com a realidade da expropriação fundiária e miséria de quem busca sobreviver no meio rural.
O Brasil é um exemplo desse espaço transgredido pela “necessidade” de produção de riqueza que desconhece qualquer compromisso com o outro. As cidades, e não só as grandes, são marcadas pelo contraste centro-periferia,onde a especulação imobiliária priva a camada pobre da sociedade do acesso aos centros urbanos e condomínios residenciais em áreas nobres. Esse contingente da população produz outra realidade espacial urbana – a favela – símbolo da subcondição humana e da ausência da presença do Estado na vida desses que cinicamente chamam de cidadãos brasileiros. Ausência esta, que é preenchida pelo tráfico de drogas, e que para o Estado, significa perda de poder sobre o território.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Aquarela
De: Toquinho / Maurizio Fabrizio / Guido Morra / Vinícius de Moraes
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
e com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
e se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu
Vai voando, contornando a imensa curva Norte e Sul
Vou com ela viajando Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela branco navegando,
é tanto céu e mar num beijo azul
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo,
sereno e lindo e se a gente quiser ele vai pousar
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida
De uma América a outra consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha e caminhando chega no muro
e ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida,
depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
de uma aquarela que um dia enfim descolorirá
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo (que descolorirá)
e com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo (que descolori - rá)
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo (e descolo - rirá).
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
e com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
e se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu
Vai voando, contornando a imensa curva Norte e Sul
Vou com ela viajando Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela branco navegando,
é tanto céu e mar num beijo azul
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo,
sereno e lindo e se a gente quiser ele vai pousar
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida
De uma América a outra consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha e caminhando chega no muro
e ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida,
depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
de uma aquarela que um dia enfim descolorirá
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo (que descolorirá)
e com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo (que descolori - rá)
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo (e descolo - rirá).
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Sobre o tempo
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho,
a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo,
a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.
Mário Quintana
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho,
a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo,
a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.
Mário Quintana
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
A crise, suas causas e conseqüências
Por: Antônio Augusto de Queiroz* (Congresso em Foco)
A tempestade financeira, para usar uma expressão do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ou o terremoto, como diz Ignácio Ramonet, do Le Monde Diplomatique, são os adjetivos mais amenos para qualificar a maior crise do sistema financeiro, depois de 1929.
O mundo virtual, de faz de conta, que movimenta seis vezes a riqueza mundial sem qualquer regulamentação, algo como 250 bilhões de euros, veio a baixo. Os prejuízos são incalculáveis, mas ninguém discute as causas dessa tragédia. Discute-se apenas o que o governo de cada país ou Estado fará para estancar as larvas do vulcão, que derretem mercados mundo afora.
Um debate das causas levaria, inevitavelmente, ao reconhecimento do fracasso das políticas neoliberais, que tinham como slogan, na gestão Reagan, “O Estado não é a solução, é o problema”. Porém, quando o “deus mercado” falha – e falhará sempre porque sua ganância não aceita limites – recorre-se sempre ao Estado, subtraindo recursos que deveriam ser aplicados em favor dos povos. A lógica dos capitalistas, notadamente os rentistas, é sempre a mesma: privatizar os lucros e socializar os prejuízos.
A irresponsabilidade dos banqueiros dos países centrais, especialmente dos EUA, nunca punida de forma exemplar, prejudica a todos, num efeito dominó por força da globalização dos mercados. Assim, país como o Brasil, cujo sistema financeiro estava saneado, sofre as conseqüências da crise, seja com a transferência de recursos das multinacionais aqui instaladas para socorrer suas matrizes, seja com a especulação nas bolsas de valores e no câmbio, seja com a redução das exportações.
O fato é que a crise sai do mundo virtual e atinge em cheio a economia real, com a escassez de crédito, com a redução dos investimentos e, conseqüentemente, com a desaceleração da economia mundial. Tudo isso resulta em menos investimentos e menos produção, especialmente em países cuja pauta de exportação é fundamental para o equilíbrio da balança comercial e de serviços com o resto do mundo, como é o caso brasileiro.
O desafio, agora, é punir os responsáveis e superar a crise com garantia de crédito, regulamentação dos mercados, e estímulo e apoio aos investimentos, para preservar os empregos e manter a renda das famílias, sob pena de uma grande recessão ou mesmo depressão econômica mundial.
O irônico é que somente o Estado, aquele ente que os neoliberais apresentavam como o “problema”, poderá evitar essa tragédia, fornecendo os meios: crédito, regulação e investimento.
*Antônio Augusto de Queiroz é jornalista, analista político e diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).
A tempestade financeira, para usar uma expressão do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ou o terremoto, como diz Ignácio Ramonet, do Le Monde Diplomatique, são os adjetivos mais amenos para qualificar a maior crise do sistema financeiro, depois de 1929.
O mundo virtual, de faz de conta, que movimenta seis vezes a riqueza mundial sem qualquer regulamentação, algo como 250 bilhões de euros, veio a baixo. Os prejuízos são incalculáveis, mas ninguém discute as causas dessa tragédia. Discute-se apenas o que o governo de cada país ou Estado fará para estancar as larvas do vulcão, que derretem mercados mundo afora.
Um debate das causas levaria, inevitavelmente, ao reconhecimento do fracasso das políticas neoliberais, que tinham como slogan, na gestão Reagan, “O Estado não é a solução, é o problema”. Porém, quando o “deus mercado” falha – e falhará sempre porque sua ganância não aceita limites – recorre-se sempre ao Estado, subtraindo recursos que deveriam ser aplicados em favor dos povos. A lógica dos capitalistas, notadamente os rentistas, é sempre a mesma: privatizar os lucros e socializar os prejuízos.
A irresponsabilidade dos banqueiros dos países centrais, especialmente dos EUA, nunca punida de forma exemplar, prejudica a todos, num efeito dominó por força da globalização dos mercados. Assim, país como o Brasil, cujo sistema financeiro estava saneado, sofre as conseqüências da crise, seja com a transferência de recursos das multinacionais aqui instaladas para socorrer suas matrizes, seja com a especulação nas bolsas de valores e no câmbio, seja com a redução das exportações.
O fato é que a crise sai do mundo virtual e atinge em cheio a economia real, com a escassez de crédito, com a redução dos investimentos e, conseqüentemente, com a desaceleração da economia mundial. Tudo isso resulta em menos investimentos e menos produção, especialmente em países cuja pauta de exportação é fundamental para o equilíbrio da balança comercial e de serviços com o resto do mundo, como é o caso brasileiro.
O desafio, agora, é punir os responsáveis e superar a crise com garantia de crédito, regulamentação dos mercados, e estímulo e apoio aos investimentos, para preservar os empregos e manter a renda das famílias, sob pena de uma grande recessão ou mesmo depressão econômica mundial.
O irônico é que somente o Estado, aquele ente que os neoliberais apresentavam como o “problema”, poderá evitar essa tragédia, fornecendo os meios: crédito, regulação e investimento.
*Antônio Augusto de Queiroz é jornalista, analista político e diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).
domingo, 2 de novembro de 2008
Eleições? De novo? Eu não acredito!!!!
Por Luís Gustavo
Em Passira, mal saímos de uma eleição e já caímos em outra. Agora é a vez do Conselho Tutelar. Já começaram com os “santinhos”, com os carros de som, já vem tudo de novo... Calma pessoal, ainda bem que tudo acaba dia 16 de novembro.
Mas, falando sério, trata-se de algo muito importante para o nosso município, principalmente para as crianças e adolescentes, que estão cada vez mais vulneráveis à ação de bandidos, de pais e de governantes irresponsáveis, colocando em risco a integridade física e mental, assim como a vida de nossas crianças.
Esta eleição será rápida, sem muitos locais de votação, sem campanha organizada, apenas o corpo-a-corpo. São mais de vinte candidatos disputando as cinco vagas de conselheiros. E tem candidato para todos os gostos.
Cabe ao povo de Passira, com muita responsabilidade, escolher os cinco que deverão assumir por quatro anos esta tarefa árdua de tentar diminuir os índices alarmantes de exploração sexual de menores, de violência infantil, de alcoolismo, de consumo de drogas... coitados... as cobranças serão muitas, as responsabilidades maiores ainda e o apoio.... quase nenhum!!!
Pensem bem eleitores, vale apena sair de casa e votar em pessoas que de fato possam cumprir com esse papel. Não misturem a política municipal com esta eleição, não votem por amizade, por pena, para ajudar um desempregado. Votem nos melhores!!!!!
Em Passira, mal saímos de uma eleição e já caímos em outra. Agora é a vez do Conselho Tutelar. Já começaram com os “santinhos”, com os carros de som, já vem tudo de novo... Calma pessoal, ainda bem que tudo acaba dia 16 de novembro.
Mas, falando sério, trata-se de algo muito importante para o nosso município, principalmente para as crianças e adolescentes, que estão cada vez mais vulneráveis à ação de bandidos, de pais e de governantes irresponsáveis, colocando em risco a integridade física e mental, assim como a vida de nossas crianças.
Esta eleição será rápida, sem muitos locais de votação, sem campanha organizada, apenas o corpo-a-corpo. São mais de vinte candidatos disputando as cinco vagas de conselheiros. E tem candidato para todos os gostos.
Cabe ao povo de Passira, com muita responsabilidade, escolher os cinco que deverão assumir por quatro anos esta tarefa árdua de tentar diminuir os índices alarmantes de exploração sexual de menores, de violência infantil, de alcoolismo, de consumo de drogas... coitados... as cobranças serão muitas, as responsabilidades maiores ainda e o apoio.... quase nenhum!!!
Pensem bem eleitores, vale apena sair de casa e votar em pessoas que de fato possam cumprir com esse papel. Não misturem a política municipal com esta eleição, não votem por amizade, por pena, para ajudar um desempregado. Votem nos melhores!!!!!
Quem Morre?
Morre lentamente
Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo
Morre lentamente
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente
Quem se transforma em escravo do hábito
Repetindo todos os dias os mesmos trajeto,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou
Não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções,
Justamente as que resgatam o brilho dos
Olhos e os corações aos tropeços.
Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz
Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto
Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida,
Fugir dos conselhos sensatos…
Viva hoje !
Arrisque hoje !
Faça hoje !
Não se deixe morrer lentamente !
- Pablo Neruda -
Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo
Morre lentamente
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente
Quem se transforma em escravo do hábito
Repetindo todos os dias os mesmos trajeto,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou
Não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções,
Justamente as que resgatam o brilho dos
Olhos e os corações aos tropeços.
Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz
Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto
Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida,
Fugir dos conselhos sensatos…
Viva hoje !
Arrisque hoje !
Faça hoje !
Não se deixe morrer lentamente !
- Pablo Neruda -
Na média, estamos mal
A escola secundária vive uma crise de identidade na América Latina: deve ser porta de saída para o trabalho ou de entrada para a faculdade?
A escola latino-americana não é retrato de seus países; é pior que eles”, afirmou Juan Eduardo Garcia Huidobro, ex-diretor-geral de Educação do Chile, na primeira semana de setembro em Buenos Aires, durante o Seminário Internacional de Ensino Médio promovido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). No encontro, que reuniu especialistas em educação do Brasil, Argentina e Chile, ficou patente que paira um mal-estar entre os jovens sul-americanos que se traduz em desconfiança diante de uma escola que parece oferecer-lhes pouco para um mundo em constante transformação. Tanto que, de 106 milhões de jovens entre 15 e 24 anos que vivem na América Latina e no Caribe, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 48 milhões deixaram a escola de lado e só trabalham. E 10 milhões de adolescentes e jovens adultos se encontram no pior dos mundos: não trabalham nem estudam.
No Brasil, o Ensino Médio patina na porta de entrada e bombardeia seus alunos antes de saírem. Tanto que boa parte desiste ou gasta mais um ou dois preciosos anos para terminar o ciclo. Dos 8,5 milhões de matriculados na escola secundária, só 44% se encontram na idade correspondente. No ano letivo de 2003, por exemplo, quando 3,6 milhões de brasileiros entraram no Ensino Médio, apenas 1,8 milhão conseguiram terminar o ciclo no tempo certo, três anos depois. Além dos que estão fora da escola e dos que se encontram defasados da idade ideal, as taxas de repetência (22,6%, em 2005) e de abandono (10%, em 2005) ainda permanecem elevadas, se comparadas às dos países desenvolvidos. Problemas relacionados ao fluxo escolar e à repetência continuam no continente. Na Argentina, segundo Irene Kit, pesquisadora da Associación Educación Para Todos, um em cada quatro alunos do Ensino Médio repete ou desiste da escola. Mesmo no Chile, que se encontra em situação um pouco melhor em termos de cobertura e desempenho estudantil, as gigantescas manifestações dos estudantes secundaristas que tomaram as ruas com seus uniformes que lhes deram o apelido de pingüinos, meses depois da posse da presidenta Michelle Bachelet, não deixam dúvidas: um espectro de insatisfação e inquietude ronda a escola de Ensino Médio neste canto do planeta.
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